
O início
Alecsander Alves, o Dinho, foi o divisor de águas na carreira artística da Utopia. O grupo era formado inicialmente apenas por Júlio Rasec, Bento Hinoto, Samuel e Sérgio Reoli. Em um show no ginásio do Cecap (conjunto habitacional de Guarulhos) o público pediu para que tocassem uma música do Legião Urbana. Como a banda não conhecia a música, Dinho, que estava na plateia, subiu ao palco e cantou com eles. Foi o início de uma parceria de sucesso.
Sempre brincalhão, o vocalista conseguiu convencer os outros integrantes a tocar um rock diferente.
Com músicas compostas principalmente por Dinho, o rock cômico, gênero pouco explorado pelas bandas brasileiras, se tornou sucesso com os Mamonas. Foi apenas, em 1994, quando o filho de João Augusto, diretor-artístico da gravadora EMI, insistiu para que ele ouvisse a fita cassete experimental. João passou a bola a Arnaldo Saccomani (mais conhecido por suas participações como jurado e pelas críticas ácidas em programas como Ídolos e Qual é o seu talento?), que quase foi vaiado pelo próprio filho e funcionários da gravadora por não querer investir naqueles meninos sem futuro.
Aprovados pela gravadora, eles foram entregues às mãos do produtor musical Rick Bonadio, que os levou a Los Angeles, nos Estados Unidos, para gravar o primeiro CD, o Mamonas Assassinas. De lá, até programas de TV foi um pulo, com direito a jatinhos particulares e muita mordomia. Foram vários sucessos da banda de um único disco, porém, suficiente para vender a espantosa marca de 2,5 milhões de cópias (durante oito meses) até a morte dos integrantes, e esse número se estendeu durante os anos que se seguiram.
Assista ao trailer do filme:
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